A empresa de Biotecnologia Genzyme precificou seu novo medicamento para tratar a doença de Gaucher em U$ 310,250 anuais para a pequena população de pacientes norte-americanos que sofrem da doença genética rara.
O preço - listado como 23.800 dólares para uma oferta de 28 dias - é ligeiramente superior a $ 300.000 do custo médio anual do carro-chefe da Genzyme para tratamento de Gaucher, o Cerezyme, uma terapia de repozição enzimática à base de proteínas que os pacientes recebem por infusões por cerca de duas horas a cada duas semanas.
A nova cápsula da Genzyme, chamada Cerdelga, pode ser tomada duas vezes por dia pela maioria dos pacientes, enquanto um grupo menor tomará uma vez por dia. Ela pode tratar muitos dos mesmos doentes que atualmente recebem o Cerezyme para a forma mais comum da doença de Gaucher,
Cerdelga foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) em 19 de agosto e será lançado nos Estados Unidos este mês pela Genzyme, um braço da fabricante de medicamentos francesa Sanofi SA. Em ensaios clínicos de grande dimensão, a cápsula ameniza os sintomas de Gaucher, reduzindo lipídios graxos produzidos pelo organismo, permitindo que os pacientes vivam normalmente.
O custo de Cerdelga Não é incomum para as drogas de doenças raras que se qualificam para créditos tributários e extensões de patentes no âmbito federal Orphan Drug Act, que cobre tratamentos para doenças que afetam menos de 200.000 pacientes.
Gaucher afeta apenas cerca de 2.000 pessoas nos Estados Unidos, alguns dos quais recebem medicações de empresas farmacêuticas concorrentes. E afeta menos de 10.000 pessoas em todo o mundo.
eliglustat
Mas a questão dos preços dos medicamentos tem sido objeto de atenção neste ano como condutores do aumento dos custos da saúde. Pagamentos por Sovaldi, uma pílula mil dólares por dia para tratar a hepatite C, vem abalando as finanças de seguradoras de saúde. Sovaldi, vendido pela Gilead Sciences com sede na Califórnia, custa $ 84,000 para um regime de tratamento de três meses, e cura mais de 90 por cento dos pacientes. Outra pílula de alto perfil, Tecfidera, vendido pela Biogen Idec Inc. de Cambridge, custa 60.121 dólares americanos por ano para tratar a esclerose múltipla.
Ao contrário da hepatite C, que afeta cerca de 3,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos, ou a esclerose múltipla, que afeta mais de 300 mil, número reduzido de pacientes com doença de Gaucher faz com que o custo agregado dos medicamentos, como o Cerezyme sejam um fardo menor para provedores de seguros.
"Gaucher está entre as doenças raras mais raras", disse o porta-voz da Genzyme Lori Gorski. "O sistema de saúde já cuida de pessoas com a doença de Gaucher. Não se trata de um custo novo ao sistema. Isso dá a pacientes e médicos a capacidade de escolher a terapia que é o melhor para as suas circunstâncias sem considerar o preço. "
Os gastos com produtos farmacêuticos de especialidade - uma classe de medicamentos, incluindo medicamentos de doenças raras, usada para tratar doenças crônicas ou com risco de vida e, normalmente, de alto custo - Estima-se um crescimento a partir dos 160 bilhões de dólares este ano para US $ 193 bilhões até 2017 em países desenvolvidos, de acordo com o Instituto IMS de Informática em Saúde, um grupo de pesquisa em Danbury, Connecticut. O instituto cita os preços dos medicamentos para o cancro, diabetes, saúde mental, doenças respiratórias e dor como a que mais cresce nos Estados Unidos.
"Isso representa um desafio, porque muitos destes medicamentos são realmente avanços e eles são drogas que você quer pacientes tenham acesso a", disse Brendan Buck, vice-presidente de Planos de Saúde dos Estados Unidos, um grupo comercial. "Mas eles estão vindo com etiquetas de preços cada vez mais elevados que poderiam tornar-se insustentável para os planos de saúde, Medicaid, Medicare e empresas privadas."
Em uma entrevista no mês passado, o presidente Genzyme David Meeker disse que a empresa espera Cerdelga preço na mesma faixa como Cerezyme.
Fábrica da Genzyme em Boston.
"Estamos indiferentes ao fato de os pacientes tomam um medicamento ou de outra", disse ele. "Queremos criar uma escolha significativa para os pacientes e médicos."
Gorski, reconheceu os custos de fabricação do comprimido Cerdelga é menor do que os fabricados através da biotecnologia, tais como o Cerezyme, os quais são produzidos através de um processo biológico em cubas gigantes chamados biorreatores. Mas ela disse que outros fatores entram em jogo na precificação de uma droga, tais como os custos de desenvolvimento, o valor clínico que traz para os pacientes, bem como a raridade da doença.
Ela também disse que o preço era importante para a "sustentabilidade" da fabricante de medicamentos ", de modo que a Genzyme pode continuar aqui e inovando em nome de necessidades não satisfeitas."
A Genzyme espera que muitos pacientes que usam Cerezyme possam mudar para Cerdelga. Mas a nova pílula pode também atrair doentes que tomam fármacos concorrentes comercializados pela Shire PLC de Lexington e uma parceria da Pfizer Inc. e Protalix BioTherapeutics de Israel.
Doença rara e sem cura, apresenta melhores resultados com diagnóstico precoce.
No dia 28 de junho, é celebrado em todo o país o Dia de Conscientização sobre a Doença de Pompe.
O Brasil, aliás, é o único país no mundo a ter um dia dedicado ao esclarecimento da doença. Para este ano, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) propõe que seja destacada a importância do diagnóstico precoce, alertando neurologistas e demais profissionais da saúde.
A razão para esta abordagem está na importância do diagnóstico precoce, que possibilita que o tratamento com Terapia de Reposição Enzimática e acompanhamento da equipe multidisciplinar se inicie antes da ocorrência de lesões musculares irreversíveis.
Caso contrário, este raro transtorno de origem genética que afeta progressivamente os músculos do corpo e outros tecidos, torna atividades como andar, correr e até mesmo respirar quase impossíveis ao paciente.
“Precisamos orientar médicos e profissionais da saúde sobre os sintomas da doença para otimizar o diagnóstico e ofertar cada vez mais cedo o tratamento necessário” afirma dra. Cláudia Sobreira, coordenadora do Departamento Científico de Moléstias Neuromusculares da ABN. Por apresentar indícios comuns a outras doenças como fraqueza muscular, o profissional precisa ter mais conhecimento sobre a Doença de Pompe para identificá-la, explica a especialista.
Para acompanhar a agenda da campanha e obter mais informações sobre a Doença de Pompe, acesse www.mesnacionaldepompe.com.br e curta a fan page da iniciativa facebook.com/mesnacionalpompe.
A doença e seu diagnóstico
Considerada rara, a Doença de Pompe se manifesta apenas se o pai e mãe tiverem o gene recessivo da doença. Nestes casos, a criança terá 25% de chances de desenvolver o transtorno. Após a ocorrência em um filho, a probabilidade de acontecer o mesmo nas outras gestações aumenta, e os pais devem buscar aconselhamento genético para saber mais sobre os riscos e as chances dos próximos filhos também terem a doença.
O exame é de fácil acesso a todas as regiões do país, desde que tenha disponibilidade do especialista. A identificação é feita através de um simples exame com papel de filtro molhado por algumas gotas de sangue para se analisar a atividade enzimática. Hoje, pediatras também são alertados e capacitados para a realização do diagnóstico.
“Ainda temos muitas coisas para pesquisar e estudar, avançando sempre no combate à Doença de Pompe, mas com o contínuo trabalho de divulgação realizado pela ABN, observamos que os profissionais têm ficado mais atentos ao diagnóstico”, afirma a dra. Cláudia.
Tratamento
A cura para a Doença de Pompe ainda é desconhecida, mas já existem tratamentos à base de reposição enzimática, que têm apresentado bons resultados no exterior, principalmente em crianças que foram diagnosticadas precocemente.
“Não se sabe ao certo quem apresentará a melhora, mas sabemos que uma parcela desses pacientes responderá ao tratamento e permitirá que a doença seja desacelerada, mudando a história natural da doença”, explica a médica neurologista.
Ainda que a resposta clínica ao tratamento com enzimas seja um mistério, outros fatores como o tratamento de reabilitação por uma equipe multidisciplinar composta por médicos neurologistas, geneticistas, pneumologistas, pediatras, entre outros, além de fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo, podem favorecer a melhora clínica. A especialista afirma que o diagnóstico adequado proporciona aos profissionais da saúde meios para combater o problema da forma mais correta. Assim, profissionais da saúde e familiares podem colaborar para a diminuição do grau de incapacidade do paciente e oferecer em conjunto mais qualidade de vida.
Mucopolissacaridose é uma doença genética rara, crônica e progressiva, causada pela ausência ou deficiência de uma enzima no corpo. A doença está sendo discutida por profissionais de saúde e divulgado para comunidades do Rio de Janeiro.
A geneticista Anneliese Barth, da Sociedade Brasileira de Genética Médica, falou mais sobre o assunto no Dito e Feito de 31 de julho. "A estimativa de incidência global é de uma criança a cada 25 mil nascimentos vivos. No Brasil, a gente estima que há cerca de 600 pessoas com a doença causada pelo depósito de enzima em vários órgãos e tecidos que levam a uma série de sinais e sintomas bastante variados", explicou a médica.
Aproveitando a deixa da matéria do café, compartilho também esta publicação do site da revista Veja, que revela que alguns chás podem trazer danos ao fígado.
Produtos alternativos podem causar hepatite crônica e cirrose hepática.
Ervas naturais usadas para tratar constipação intestinal, gastrite, hemorróida, e diminuir a retenção de líquidos, entre outros sintomas, podem trazer complicações sérias ao fígado de quem as utiliza, como hepatite crônica e cirrose hepática. Embora não exista uma pesquisa sobre o tema, segundo Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, houve um aumento no número de casos de pacientes que procuram centros de hepatologia por causa da intoxicação do fígado, causado tanto por medicamentos alopatas como também por ervas e chás.
Ele chama a atenção para um levantamento realizado por hepatologistas que mostrou que há no país mais de 170 práticas alternativas sem comprovação científica – as conclusões dos médicos foram encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ao Ministério da Saúde. "Levantamos a literatura médica para ver o que havia de evidência científica. E o fato é que falta embasamento", diz Paraná. Em geral, esses medicamentos carecem de estudos científicos fase I, II e III, quando são testados em seres humanos — mostrando apenas resultados positivos em testes com animais.
As plantas são uma das mais antigas formas de prática medicinal da humanidade, presentes na cultura africana e na cultura indígena. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimula países a estabelecerem políticas para medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais, com o objetivo de que eles utilizem recursos naturais disponíveis em seus próprios territórios com finalidade de tratamento, cura e prevenção.
Vendidas como uma alternativa natural e menos tóxica que os tratamentos convencionais, as ervas passam a falsa impressão de que são todas inofensivas à saúde. "Em geral, a parte da população acha que a medicação alternativa não faz mal nenhum. O fato é que algumas plantas podem causar uma doença hepática grave e, se associadas a algum tipo de medicamento, podem diminuir a ação de outras drogas", explica Aécio Meirelles, hepatologista da Universidade Federal de Juiz de Fora e pesquisador da área de doenças hepáticas induzidas por medicamentos.
Entre as ervas que podem trazer consequências, os especialistas citaram: sacaca (Croton cajucara benth), kava-kava (Piper methysticum) e erva-de-São-João(Hypericum perforatum). Meirelles explica que o problema das plantas é que não se sabe exatamente de onde vem a parte que causa problema — pode vir da folha, do caule da raiz ou até do próprio preparo. Em alguns casos, as pessoas misturam mais de uma erva em um só chá, fazendo com que fique ainda mais difícil descobrir a origem do problema.
Paraná acredita que o Conselho Federal de Medicina deveria ser mais ativo em relação a práticas não comprovadas. Em alguns locais, chás e ervas são vendidos clandestinamente em bancas comercializadas em saquinhos ou garrafadas. Segundo a Anvisa, as embalagens desses produtos deverão conter, dentre outras informações, o nome, CNPJ e endereço do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade, alegações terapêuticas comprovadas com base no uso tradicional, precauções e contra indicações de uso, além de advertências específicas para cada caso.
Segundo os especialistas, é importante que o paciente não omita do médico que está usando a medicina alternativa, para não prejudicar o tratamento em curso e também para evitar consequências no futuro. "Não acho que precisamos acabar com a medicina alternativa, mas temos que ter mais cautela ao aprovar e utilizar esses produtos", diz Meirelles.
Antes de tomar:
- Consulte seu médico sobre as possíveis interações com outros medicamentos
- Procure pesquisas científicas confiáveis sobre o uso de ervas e plantas medicinais
- Verifique se a embalagem possui data de fabricação e validade, precauções de uso e advertências
Cuidado em dobro se:
- Estiver grávida ou amamentando
- Está prestes a fazer ou fez uma cirurgia recentemente
- Tem menos de 18 anos ou mais de 65 anos
- Está fazendo um tratamento com remédios controlados
A Sanofi anunciou que sua nova droga o Eliglustat (Cerdelga), foi aprovado pela Comissão Europeia para o tratamento de Gaucher tipo 1.
Por: HANNAH ISHMAEL
Publicado: 23 de janeiro de 2015 em 06:39 EST
Genzyme Corporation, uma empresa de biotecnologia com sede em Massachusetts Cambridge, de propriedade da Sanofi SA (ADR) ( NYSE: SNY ) desde 2011, anunciou quinta-feira que a Comissão Europeia (CE) concedeu autorização de comercialização para o seu fármaco Cerdelga (eliglustat), um de primeira linha terapêutica para pacientes com Gaucher tipo 1 da doença (GD1), uma doença genética rara.
"Cerdelga" aprovação da UE
A doença de Gaucher, uma doença hereditária rara, que conduz a uma acumulação de células de Gaucher principalmente no baço, fígado e na medula óssea. Causa inchaço no baço e no fígado, além de forte anemia, infiltração óssea, e vários outros sintomas.
A doença afeta atualmente menos de 10.000 pessoas no mundo.
O medicamento Cerdelga funciona como um "inibidor da ceramida com distribuição tecidual ampla, incluindo a medula óssea", ajudando na redução do nível de glucosilceramida, uma substância que se acumula nas células e tecidos de pessoas com doença de Gaucher.
A aprovação da UE para Cerdelga deu-se por conta dos resultados positivos a partir de programa de desenvolvimento clínico do medicamento, que envolveu cerca de 400 pacientes em 29 países e foi o maior programa de investigação clínica a ser realizado para DG Tipo 1.
O programa foi baseado em duas principais ensaios clínicos de Fase III; o primeiro, denominado ENGAGE, foi um ensaio clínico controlado com placebo, que testou a estabilidade da doença em pacientes com DG1 que nunca tinham sido tratados antes, enquanto o segundo ensaio de Fase III, ENCORE, estabilidade DG1 avaliada em pacientes que tinham sido tratados com terapia enzimática de substituição antes.
Ambos os ensaios conseguiram atingir os objetivos primários de eficácia e melhorias registradas no tamanho do baço, níveis de plaquetas, hemoglobina e volume do fígado.
A análise ENCORE também demonstrou não-inferioridade para a terapia enzimática de substituição de Cerezyme (imiglucerase). Juntamente com os resultados do estudo de Fase III positivos, Cerdelga também foi aprovado na Fase II e obteve resultados positivos com impacto construtivo sobre "parâmetros ósseos incluindo Medula Óssea Burden (BMB) and Bone Mineral Density (BMD)."
Cerdelga causou apenas pequenos efeitos colaterais nos pacientes. O efeito adverso mais comum foi diarreia, que foi relatada em apenas 6% dos pacientes. Menos de 2% dos pacientes que receberam Cerdelga "tiveram o tratamento interrompido permanentemente devido a reação adversa."
6% de pacientes com efeitos adversos
Cerdelga agora será disponibilizado na maioria dos países da UE a partir deste ano. No entanto, de acordo com os resultados dos ensaios clínicos, os pacientes com uma taxa elevada de metabolização de Cerdelga, identificados por um ensaio de laboratório genético reconhecido, não poderão usar a nova droga.
O medicamento, que foi aprovado nos EUA pela FDA (Food and Drug Administration), em agosto do ano passado, e também está sendo avaliada pelas autoridades reguladoras de outros países.
Com mais aprovações de Cerdelga a Sanofi é espera obter um forte crescimento nos seus lucros para 2015 e nos próximos anos.
A Genzyme, que se concentra na cura de doenças raras e esclerose múltipla, está no caminho certo com o objetivo de desenvolver e fornecer terapias transformadoras para melhorar a vida dos pacientes.
A unidade, aproveitando-se do alcance e os recursos da Sanofi, espera trazer um desempenho sólido para a empresa-mãe, a longo prazo.
Os achados radiográficos no esqueleto
demonstram o grau de infiltração e
substituição da medula óssea pelas células
de Gaucher, resultando em perda do
trabeculado ósseo e diminuição da densidade,
mais comuns na epífise e metáfise
dos ossos longos(4,10). Uma das características
mais comuns é o alargamento ósseo associado ao afilamento da cortical,
causando alteração da concavidade,
abaulando o contorno. É mais bem visto
na porção distal do fêmur e resulta na
clássica imagem em “frasco de Erlenmeyer”(3,4,9).
Na superfície endosteal ocorre
esclerose ou erosão do córtex(10). Este
achado não é específico da doença de
Gaucher, podendo ser encontrado nas
anemias hemolíticas, leucemia, hipertireoidismo,
fraturas antigas consolidadas
e na doença de Albers-Schonberg. O envolvimento
da mandíbula, crânio, mãos
e pés é raro(4).
A infiltração medular, com subseqüente
afilamento cortical, enfraquece a
estrutura óssea, tornando-a suscetível a
fraturas(4). As vértebras são mais comumente
acometidas, causando o colapso
do corpo, descrito como vértebra plana e
fazendo diagnóstico diferencial com o
granuloma eosinofílico(3,10). Osteopenia
generalizada pode ocorrer e ser extrema.
Infiltração óssea na DG
Nos ossos longos a aparência é de numerosas
áreas de osteólise circunscritas simulando
lesão metastática, mieloma múltiplo,
fibroma não-ossificante, displasia
fibrosa, mielofibrose e osteossarcoma(3,4).
As fraturas nesses ossos geralmente ocorrem
nas áreas de afilamento cortical secundário
a reabsorção endosteal(10). Alterações
na cabeça do fêmur com achatamento
e esclerose ocorrem comumente
na doença de Gaucher. Os achados são de
osteonecrose, mas a etiologia é incerta,
podendo ser secundária a obstrução venosa
ou arterial por células de Gaucher,
insuficiência vascular ou compressão
extrínseca. Em crianças, o aspecto lembra
a doença de Calvé-Legg-Perthes, e
no adulto simula osteoartrite crônica ou
artrite tuberculosa(3,10). O envolvimento articular é freqüente,
sendo o quadril o mais acometido, seguido
de ombro, joelho e articulações intervertebrais.
A infiltração óssea pelos glicocerebrosídeos
levam a necrose, colapso
e subseqüente destruição da cartilagem
articular adjacente. O estresse contínuo
da articulação pode levar à completa
obliteração do espaço articular(3). O presente estudo tem o objetivo de
analisar os achados radiográficos simples
do esqueleto de pacientes com a
doença de Gaucher. (Veja o estudo completo em : http://www.scielo.br/pdf/rb/v34n3/11265.pdf )
Um estudo publicado na revista Hepatology mostrou que beber café, independente do teor de cafeína, pode estar associado a baixos níveis de enzimas anormais do fígado.
Pesquisadores deste estudo utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos (NHANES, 1999 – 2010). No total, foram incluídos cerca de 27 mil participantes, de 20 anos de idade ou mais, que forneceram informações sobre o seu consumo de café em um período de 24 horas. Além disso, os investigadores mediram os níveis sanguíneos de diversos marcadores da função hepática para determinar a integridade do referido corpo, como aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (ALP) e transaminase de gama-glutamil transferase (GGT).
O cafezinho nosso de cada dia pode fazer bem a nosso fígado.
Os resultados mostraram que os participantes que relataram beber três ou mais xícaras de café por dia tinham níveis mais baixos dessas enzimas em comparação com aqueles que não consumiam café. Os pesquisadores também descobriram níveis baixos de enzimas hepáticas nos participantes que só bebem café descafeinado.
O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e seu consumo tem aumentado a cada ano. Muitas pesquisas já encontraram uma associação entre o consumo de café e um risco menor de desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e câncer de fígado.
O Governo Federal por meio da CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), órgão subordinado ao Ministério da Saúde e que presta assessoria nas atribuições relativas à;incorporação, exclusão ou alteração pelo SUS de tecnologias em saúde, bem como na constituição ou alteração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, realiza uma CONSULTA PÚBLICA cujo Tema é:
"Solicitação de incorporação da ALFATALIGLICERASE para o tratamento da doença de Gaucher"
Vide: CONSULTAS PÚBLICAS.
É deveras importante que absolutamente TODOS os pacientes de Gaucher estejam cientes do que trata a referida consulta e ajudem na divulgação da mesma a todos os interessados.
As atribuições da CONITEC são amplas, o título da consulta muito vago, por isso é importante que seja lido com muita atenção. Temos conhecimento de que o medicamento em questão já se encontra no PCDT (Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas), sendo assim tal consulta seria irrelevante, mas ela não o é.
Em suma, busca-se com a pseudo-consulta, usurpar o Direito do Paciente de escolher junto com seu médico responsável o melhor tratamento de Gaucher, segundo as condições de saúde de cada paciente em particular. O Ministério da Saúde por meio da toda poderosa CONITEC, fez já a escolha do tratamento para TODOS os novos pacientes de GAUCHER, sem levar em consideração suas condições atuais de saúde.
Para você futuro paciente de Gaucher, a CONITEC já escolheu o ALFATALIGLICERASE como medicamento para tratamento de Gaucher, com argumentos sem muita lógica para essa opção, já que segundo o estudo, todos os medicamentos são eficientes.
A CONITEC demonstra algumas desvantagens do ALFATALIGLICERASE em relação ao
IMIGLUCERASE, já que o primeiro não é recomendado para crianças, e como se não bastasse esta decisão aumentará ainda o custo do tratamento dos pacientes de Gaucher.
Diz o Relatório da CONITEC:
Por Nosso Direito de Escolha
1) para casos novos de Doença de Gaucher, a TRE de primeira escolha para o
tratamento de pacientes adultos será a alfataliglicerase, e a imiglucerase deve ser
recomendada para tratamento dos pacientes pediátricos;
2) para pacientes com Doença de Gaucher que já estão em uso da Terapia de
Reposição Enzimática no SUS, a escolha entre manter ou trocar o medicamento ficará a cargo
do médico de acordo com a evolução do paciente.
Como o PCDT da DG (2011) considera a equivalência de doses entre as enzimas usadas
na TRE, foi calculado o preço por unidade (U) de cada uma das enzimas compradas pelo
Ministério da Saúde. As doses das enzimas recomendadas no PCDT variam entre 15 e 60
U/kg/infusão, a cada 15 dias. Considerando a dose média de 30 U/kg/infusão, a cada 15 dias
(24 infusões anuais), e o peso médio de um paciente igual a 70Kg, anualmente cada paciente
receberia 50.400 U da enzima. Portanto, cada paciente teria gasto, em média, no ano de 2013,
R$ 182.946,96 com o uso da imiglucerase e R$ 216.095,04 com o uso da alfataliglicerase.
Averiguando os dados disponibilizados pelas CONITEC, não podemos compreender que vantagens e benefícios tal decisão trará aos pacientes, já que aos cofres públicos é evidente que trará prejuízos.
O médico cardiologista e nutrólogo Dr. Lair Ribeiro, em entrevista no programa Vida Melhor da tv Rede Vida nos chama a atenção para os melhores alimentos que podemos consumir e os venenos que ingerimos sem problema todos os dias.
Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=R_gsrkwTrpg
OS VENENOS
Refrigerantes
Acúcar refinado
Sorvetes
Embutidos
NOS REFRIGERANTES NÃO HÁ NADA DE BOM
OS SAUDÁVEIS
Azeite Extra Virgem
Ovos
Óleo de coco
Quinoa
Os azeites extra-virgens estão entre os mais saudáveis
Como
tenho sempre falado sobre a alimentação-lixo que temos consumido, não posso
deixar de reiterar sobre um alimento que é vendido como opção saudável de óleo,
e mais uma vez somos feitos de idiotas e cobaias, e caímos nas armadilhas da
indústria alimentícia. Esse engodo é o óleo de Canola.
Voltando
um pouco ao passado, você deve lembrar que, a margarina foi apresentada como
alternativa mais saudável para a manteiga, e vista por muitos 100% vegetarianos
(ou veganos, como preferir) como a “salvação da lavoura”. Não demorou
muito, após algumas pesquisas, se comprovar que a margarina era tão saudável
quanto plástico derretido. E afirmo que, ainda hoje, muitos desconhecem fatos
como esse. Imagine sobre o óleo de canola. veja o vídeo
O
interessante é que, o óleo de canola, além de ser vendido em frascos como
alternativa ao óleo de soja, também está sendo usado largamente em alimentos
processados, como congelados prontos, em pratos de restaurantes, inclusive
vegetarianos, e até sendo vendido, em lojas de produtos naturais e orgânicos,
como um “óleo cheio de propriedades benéficas”. E se não bastasse, médicos,
nutricionistas e “especialistas” atestam suas benesses, e indicam sem medo.
Não, não e não!
Canola
é um novo nome de Colza, um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta
utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível
nas últimas grandes Guerras Mundiais.
Em
primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que afinal,
nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?
Veja
só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.
Para
começar, canola sequer é um vegetal, mas uma sigla para “CANADIAN OIL”. Esse
óleo é produzido, processado e exportado pelo Canadá. Através de lobby, o
governo canadense fez com que o FDA (órgão americano que controla medicamentos
e alimentos) classificasse a canola como “GRAS”, termo em inglês para
“Considerado seguro em geral”. Essa manobra fez com que os testes de qualidade
de longo termo não fossem realizados, contribuindo para que a farsa persista
até os dias de hoje. E só a partir dos anos 2000, as pesquisas em Universidades
fizeram cair por terra à farsa da “planta canola”.
Mas
se a canola não é um vegetal, de onde ela vem? Vem da colza, um grão, cujo
governo canadense subsidia a maior parte dos custos de plantio e colheita. É um
vegetal barato, fácil de crescer e resistente a insetos. Dessa forma, o óleo de
canola é mais barato e mais fácil de ser usado em alimentos processados, se comparado
a óleos mais saudáveis e prensados a frio, como o azeite de oliva.
Seu
nome original é óleo “Lear”, ou óleo de colza com baixo ácido erúcico, um
híbrido da colza natural, desenvolvido para remover a maior parte do ácido
erúcico, que é altamente tóxico. Óleo de colza é tão tóxico, que animais e
insetos não o ingerem.
Detalhe,
tal óleo foi utilizado pela primeira vez já no século XX como óleo industrial.
Para evitar rejeição e conflitos ao ser utilizado como óleo para consumo
humano, o nome do óleo deveria ser modificado, e é daí que vem o termo
“Canola”, utilizado desde 1988.
Agrotóxico “Roundup” Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris. Portanto,
como já foi escrito acima, a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma
planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma
perversa nas últimas Guerras Mundiais. Repito para que você não esqueça a sua
origem!
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões
e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: eficiente
repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Ou seja, é um potente agrotóxico
(veja a imagem da embalagem ao lado). Este poder tóxico é proporcionado pela
alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo.
O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma
não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura insaturada, o que
evitaria seus graves efeitos tóxicos.
Mas
tem mais. Como é lógico presumir, a Monsanto (multinacional de agricultura e
biotecnologia, líder na produção de sementes geneticamente modificadas – os
Transgênicos, da soja DNA transgênico “Roundup ready” e do herbicida glifosato,
vendido sob a marca “Roundup”, ver imagem ao lado) também está envolvida, e fez
modificações genéticas na colza, para que se tornasse resistente às altas
dosagens do agrotóxico Roundup (usado virtualmente em todas as culturas
graneleiras, em todo o mundo).
Além da questão do Roundup, o óleo ainda é aquecido a mais de 300 ºC, como
forma de retirar o terrível odor que possui. É válido lembrar, que óleos
processados passam por outros processos como a degumação, acidulação,
clarificação, extração química a base de solventes; todas técnicas que
viabilizam uma produção industrial, de algo que faz mal a nossa saúde.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura
poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem
estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto (como foi
explicitado acima) e produz uma variação transgênica da colza.
Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA ( “Canadian low oil”,
ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.
Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de
venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os
outros óleos que estão no mercado, apesar de ser de produção baratíssima! Bom
negócio, enfim.
Mesmo assim, vou explicar técnica e nutricionalmente, a diferença entre o óleo
de canola e de oliva extra virgem.
O óleo de canola é monoinsaturado, o que significa que nesse aspecto, é
semelhante ao azeite de oliva e mais barato; e é justamente nesse ponto que há
a ênfase de marketing. Mas as semelhanças param por aí, já que o azeite de
oliva extra virgem real não é processado, nem contém ácidos graxos transgênicos
e tóxicos, ou outros componentes geneticamente modificados. Em termos de óleos
para consumo humano, o óleo de canola contém os índices mais baixos de ácidos
graxos essenciais, e são justamente tais ácidos que oferecem os maiores
benefícios para a saúde. Não se esqueça que, os ácidos graxos essenciais são
responsáveis por produção de energia, aumento de metabolismo, aumento de
crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular,
funções nervosas e regulação hormonal, e principalmente, auxiliam na diminuição
dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL.
Depois
de muitos anos foi vinculada na imprensa, uma série de estudos não divulgados
anteriormente, demonstrando a nocividade do óleo de canola.
Um exemplo foi o estudo feito a partir de criadores de porcos, que achando que
a ração à base de óleo de canola na fórmula, fosse a mais adequada para sua
criação, passaram a só alimentá-los com este tipo de ração. Após alguns meses,
muitos criadores se surpreenderam negativamente, já que esta ração acarretou
uma perigosa redução de vitamina E, e as plaquetas sanguíneas dos suínos se
tornaram mais rígidas, impedindo o fluxo sanguíneo. Muitos ficaram severamente
doentes.
O
óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Produz
déficit de vitamina E, que é um antioxidante natural. Observem que, os
alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As
pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada
(transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano (e também de
animais, como o caso dos porcos acima), e esta ação tóxica é cumulativa.
Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo
a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).
Se
observar bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente
oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans
(igual problema de muita das margarinas) relacionadas às graves doenças
incluindo o câncer, e outras degenerativas.
Outros testes descobriram vários desequilíbrios entre os micronutrientes
naturais. Esses desequilíbrios são parte do que a tecnologia faz para criar
alimentos-venenos e minar a saúde humana em longo prazo.
A
canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de
biotecnologia, de que tudo podem, desde que o custo seja baixo, e o retorno
financeiro seja elevado e garantido, e sem jamais se preocuparem com as
conseqüências.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas
já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou
nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas
se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o
GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação
criminal contra a “Monsanto” e a “Aventis”, e também contra o Departamento
Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de
colza modificada para dentro do território americano, antes da aprovação legal
desta importação para produção local.
Aqui no Brasil e nos Estados Unidos tudo funciona meio parecido. A própria
liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50
milhões do governo Canadense, para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu
ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de
segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem
subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses
econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. E
tudo muito escamoteado ou até protegido por órgãos governamentais, que a
priori, deveriam funcionar para servir e proteger o consumidor.
Mas o pior, é que não podemos contar com os meios de informações, que
sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.
A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do
capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais
entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!
Então, não se deixe enganar pela pesada propaganda que acompanha o óleo de
canola , nem seu rótulo que apregoa benefícios para o coração com selos de
orgãos “competentes”, que nem sabem do que se trata; ou será que sabem?
É
bom esclarecer que não é só a Monsanto que produz alimentos transgênicos,
existem outras empresas de biotecnologia de alimentos como a Basf, e inclusive,
a nossa Embrapa, já criou alimentos geneticamente modificados e faz
melhoramentos genéticos constantes. A própria planta “Colza”, de que é retirado
o óleo de Canola, é fruto de melhoramentos da Embrapa para a produção nacional.
“No
Brasil, desde de 2007, se cultiva apenas canola de primavera, da espécie
Brassica napus L. variação “oleifera”, que foi desenvolvida por melhoramento
genético convencional da colza (variação transgênica produzida pela
Multinacioal de Alimentos Monsanto), grão que apresentava teores mais elevados
de ácido erúcico e de glucosinolatos. Na Embrapa Trigo as pesquisas e
experiências com a produção e uso de óleo de colza já passou pelo combustível,
no final dos anos 1990 retomou-se a pesquisa com essas culturas, exclusivamente
com o padrão canola. Atualmente, com a demanda pelos biocombustíveis, essa
cultura conta com um novo incentivo de produção. Este “Sistema de Produção” é
mais um resultado do esforço que a equipe de pesquisadores da Embrapa Trigo vem
realizando em favor do desenvolvimento da cultura de canola no país.”
(Informação fornecida Gilberto R. Cunha ex-Chefe-Geral da Embrapa Trigo)
Portanto,
“Colza” é uma planta transgênica, produzida pela multinacional Monsanto, e por
isso o título do texto “ A planta que Deus não criou”. Muitos países, ainda
pagam royalties à Monsanto pela comercialização de seus derivados, como o óleo
do Canola.
Os
alimentos geneticamente modificados não têm mais de 30 anos de exploração
efetiva, como então, atestar que não causem doenças, malefícios ou desordens
orgânicas?
O
que já foi comprovado e podemos afirmar in loco é o dano ao meio ambiente.
Pequenos insetos, muito importantes para o ecossistema, inclusive abelhas,
desaparecem durante e após as lavouras de sementes geneticamente modificadas. E
o que dizer da perda da biodiversidade de grãos, sementes e frutos, ao se
priorizar a monocultura do arroz, da soja, do milho transgênico, etc.
E
a questão sócio-econômica? As grandes empresas de biotecnologia como a
Monsanto, Basf, etc., cobram royalties que muitos países pobres não podem
pagar, e acabam se endividando e se tornando co-dependentes destas
multinacionais. Os pequenos agricultores ficam à mercê do preço estipulado dos
grãos e sementes de poucas empresas de transgênicos, e não tem outra opção de
compra. É o oligopólio em franca expansão! E ainda, a competição desleal com
pequenos grupos de agricultores familiares, que são facilmente “engolidos”
pelos preços competitivos das multinacionais de transgênicos. Estas famílias de
pequenos agricultores são de suma importância para evitar o inchaço das
cidades, pois fixam o homem no campo, e ajudam na conservação ambiental, já que
seu “ganha pão” depende de sua terra, e farão o possível para o cultivo
sustentável e preservação.
Repassem
para seus amigos, e continuem com seus bons e velhos óleos de milho (sem
transgenia), girassol, gergelim, soja (também sem transgenia, obviamente),
etc.; ou ainda melhor, com o azeite extra virgem de oliva com até 0,5% de
acidez (sem levá-lo a altas temperaturas, é claro!).